O motorista Marcos Afrânio Garcez foi indiciado pela Polícia Civil da Paraíba após a conclusão do inquérito que investigou o atropelamento do produtor de eventos Erick Araújo, de 36 anos, ocorrido em julho, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso, Getúlio Machado.
Marcos Afrânio, que é bombeiro militar aposentado do Distrito Federal, foi indiciado por lesão corporal culposa, omissão de socorro e evasão do local do acidente.
Segundo a investigação, o motorista dirigia sob efeito de álcool quando atropelou Erick, que estava em uma calçada. Após o acidente, ele teria deixado o local sem prestar imediato socorro à vítima. A defesa de Marcos Afrânio não se manifestou até o momento.
Defesa pede indiciamento por homicídio
A defesa de Erick Araújo informou que pretende solicitar o indiciamento do motorista por homicídio, considerando a gravidade do caso.
Erick permanece internado no Hospital de Trauma de João Pessoa e, segundo a unidade de saúde, segue em estado grave.
Com a conclusão do inquérito, o caso deve seguir para análise do Ministério Público e da Justiça.
Relembre o caso
O produtor de eventos Erick Araújo foi atropelado na madrugada de 18 de julho, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Segundo relatos de amigos, ele havia saído de uma boate quando foi atingido por um carro.
Suspeito acreditava ter batido em um animal. Foto: reprodução.
O motorista deixou o local sem prestar socorro. Erick foi encaminhado ao Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, onde permanece internado em estado grave.
Quatro dias depois, em 22 de julho, o bombeiro militar aposentado Marcos Afrânio Garcez se apresentou à Polícia Civil, acompanhado de advogados. O veículo envolvido no atropelamento também foi entregue para perícia. Em depoimento, ele confirmou que dirigia o carro, mas negou ter consumido bebida alcoólica.
Durante o depoimento, porém, a Polícia Civil apresentou imagens que mostravam Marcos em um bar na mesma madrugada do acidente, local onde Erick também esteve.
O motorista também afirmou inicialmente que acreditava ter atingido um animal, versão que foi questionada pelo delegado Getúlio Machado diante dos danos encontrados no veículo, especialmente no para-brisa.