A Justiça da Paraíba arquivou o inquérito que investigava a morte do jovem Gerson de Melo, que foi atacado por uma leoa após entrar em um recinto do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como “Bica”, em João Pessoa.
A decisão foi proferida pela juíza Michelini Jatobá, da 1ª Vara Regional de Garantias, e seguiu o entendimento do Ministério Público da Paraíba, que havia se manifestado pelo arquivamento do caso.
De acordo com a decisão judicial, o jovem entrou voluntariamente no recinto do animal e ignorou os avisos de guardas municipais e de pessoas que estavam no local. Diante disso, a Justiça concluiu que não houve crime por parte de terceiros ou de agentes públicos.
O documento também aponta que Gerson de Melo teria acessado o recinto da leoa após escalar barreiras de proteção do parque e utilizar uma árvore para chegar ao espaço onde o animal estava.
Durante as investigações, a Polícia Civil da Paraíba, por meio da 2ª Delegacia Distrital de João Pessoa, ouviu guardas municipais que presenciaram o fato, funcionários do parque, familiares do jovem e uma conselheira tutelar que mantinha relação com ele. Também foram realizados laudos periciais, incluindo exame do corpo e perícia no local do ocorrido.
Um relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis, citado na decisão, apontou que o zoológico segue as normas de segurança exigidas. Segundo o documento, o espaço possui muros com cerca de oito metros de altura e telas inclinadas projetadas para impedir invasões.
Com base nessas informações, a magistrada concluiu que não houve negligência por parte da administração do parque, dos tratadores ou do governo da Paraíba.
A decisão também estabelece que, caso surjam novas provas relacionadas ao caso, o inquérito poderá ser reaberto.
