Exames do Instituto Médico Legal (IML) de João Pessoa não identificaram sinais de violência no corpo da idosa Milce Daniel, que foi encontrada morta em uma área de mata em Bayeux na semana passada. A informação foi confirmada pelo diretor do órgão, Flávio Fabres.
De acordo com o diretor, exames também deram negativo para violência sexual e para algum tipo de substância tóxica que poderia ter causado a morte. No entanto, exames para apontar a causa da morte ainda estão em execução e tem prazo legal de 10 dias, o que ainda pode ser prorrogado.
“O corpo estava em avançado estado de decomposição, tanto a perícia criminal, no local, que foi para lá fazer o esclarecimento se foi morte violenta ou não, não tinha nenhum elemento maior e a autópsia também não evidenciou algum elemento violento maior. Então tanto a perícia do local de encontro do corpo quanto a autópsia não evidenciaram sinais de violência”, disse.
Sobre os exames que deram negativo para violência sexual e algum tipo de substância tóxica, o diretor também afirmou que esses exames ajudam na investigação da Polícia Civil, mas ao mesmo tempo não descartam totalmente algum tipo de abuso que a idosa tenha sofrido.
“São exames que norteiam, não são exames que irão dizer, por exemplo, o PSA negativo (para violência sexual) que a gente não teve violência sexual, que a violência sexual ela pode ser manifestada de várias formas. Você pode ter uma violência sexual e você não deixar marcas, deixar marca psicológica na pessoa, por exemplo. Mas eles (os exames) estão norteando, estão deixando cada vez mais consistente a autópsia que foi realizada”, explicou.
Além disso, o chefe do IML também ressaltou que na cena onde a idosa foi encontrada em uma área de mata não teve “nenhuma alteração maior que chamasse a atenação” e pudsse indicar algum tipo de modificação no local.
O IML informou que aguarda o exame de DNA pesquisado durante uma perícia no carro de Willis Cosmo, última pessoa que viu a idosa quando ambos saíram para uma consulta no Hospital Metropolitano, em João Pessoa.
Idosa pode ter chegado viva em local onde foi encontrada morta
Milce Daniel Pereira, a idosa encontrada morta em uma área de mata após sete dias desaparecida em Bayeux, na Grande João Pessoa, pode ter chegado com vida no local, de acordo com Aldenir Lins, perito do Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) que esteve no recolhimento do corpo no dia 29 de abril.
O amigo da idosa, Willis Cosmo, que foi conduzido para a delegacia, foi liberado após prestar esclarecimentos momentos depois do corpo ter sido encontrado na semana passada. Até o momento, ele não é considerado suspeito pela Polícia Civil.
“Possivelmente, pelas condições que a gente viu, ela veio com vida até o local, tendo em vista que a sandália estava com ela, sandália de dedo, que seria muito fácil de ser perdida no local, as condições das vestes também, posição do corpo no local”, disse o perito.
O perito também ressaltou que uma peça íntima da idosa foi encontrada próxima ao corpo dela. No entanto, ele afirmou que também não é possível relacionar essa cena com algum tipo de abuso sexual e que um exame para saber se isso aconteceu também foi solicitado.
“Não é possível afirmar se ela, por exemplo, tirou (a calcinha) por alguma necessidade fisiológica ou se ela tentava atravessar o rio ou se possivelmente tenha sido tirada por ela, mas não podemos fazer nenhuma correlação com crime sexual ou violência sexual”, disse.