A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta terça-feira (1º), um homem que era procurado pela Justiça da Paraíba havia mais de sete anos, após ser condenado por estupro de vulnerável. Washington Firmino Rodrigues, de 51 anos, foi condenado a 12 anos de prisão pelo estupro de uma menina de 9 anos.
Segundo a polícia, Washington estava morando em São Paulo e utilizava um documento em nome de um suposto irmão para esconder a própria identidade. O mandado de prisão contra ele havia sido expedido em janeiro de 2019.
A identificação do homem ocorreu após uma abordagem no Parque do Ibirapuera, na segunda-feira (31). Câmeras do sistema Smart Sampa reconheceram o rosto de um homem procurado por estupro de vulnerável, mas ele foi levado ao 27º Distrito Policial e acabou liberado depois de apresentar o documento com outro nome.
Identidade foi confirmada por impressões digitais
Diante da inconsistência, os policiais entraram em contato com o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para verificar os dados do suposto irmão apresentado pelo homem. Segundo a polícia, não havia registro daquela pessoa.
As autoridades solicitaram então as impressões digitais de Washington à Paraíba. O material foi comparado com as digitais coletadas em São Paulo e confirmou que o homem detido era, de fato, o foragido.
Com a identidade confirmada, policiais foram até a residência dele nesta terça-feira e efetuaram a prisão. Além do cumprimento do mandado expedido pela Justiça paraibana, Washington foi autuado em flagrante por uso de documento falso.
Condenação na Paraíba
Washington foi condenado em 2018 a 12 anos de prisão em regime fechado pelo crime de estupro de vulnerável. No mesmo ano, a pena foi mantida pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).
Segundo o tribunal, os abusos ocorreram entre 2015 e 2016. Na época, a menina relatou o caso a uma professora durante uma aula de orientação sexual. O relato foi encaminhado à psicóloga e à direção da escola e, posteriormente, comunicado aos pais.
O homem agora permanece à disposição da Justiça para os procedimentos relacionados ao mandado de prisão e ao novo flagrante por uso de documento falso.